citix

Aqui você sabe onde as coisas estão acontecendo.

23/4/09

O banhista de plástico

Feriadão, praia, aquele marzão convidativo esperando por você e finalmente: um mergulho! Nada como a delícia de entrar na água e se sentir em outro universo - silencioso, harmônico, colorido - e quando emergir daquele prazer, passar as mãos na cabeça e encontrar um… famigerado saco plástico! Eles ficam tomando banho na arrebentação, pegando uma cor ou dando uns mergulhos junto aos banhistas. E, até onde sei eles não vão sozinhos! Nem mesmo pela força imaginativa da Pixar ou da Dreamworks!

Vi vários sacos plásticos passeando na areia dourada e no mar verde esmeralda na belíssima Praia dos Carneiros, Tamandaré - Pernambuco. Deve ser um colírio para fabricantes e um provável termômetro de marketing para empresas que embalam seus produtos, porém uma abominação - um verdadeiro marketing negativo - para quem quer ir à praia. E Carneiros é uma praia de difícil acesso, longe, recheada de bangalôs para turistas, logo não estamos falando de um público qualquer.

No Brasil são produzidas cerca de 18 bilhões de sacolas plásticas por ano. São quase 100 sacolas plásticas por brasileiro durante um ano. E mais de 80 delas vão parar em algum aterro sanitário (Recife, São Paulo, Porto Alegre, etc.) embalando nossos quilos de lixo diário. 14,4 bilhões de sacolas plásticas anuais em algum aterro, cano de esgoto, ruas e em nossas praias, parques e monumentos. O pior é que já faz parte do nosso contexto, e nem percebemos mais. Esse é o maior desafio: mudar o comportamento de uso desse material. A Plastivida, entidade que agrega os fabricantes de plásticos no Brasil, corrobora com essa questão: a culpa não está no plástico em si, mas no modo como lidamos com ele [responsável ou irresponsavelmente]. Para não sairmos na caça aos fabricantes, o melhor é saber e buscar novas formas de evitar que o lixo venha a reinar na maioria das nossas paisagens, com praias futuras se parecendo como essa foto do Caio Alencastro. Na China eles adotaram a proibição como forma de proteger seu ecossistema.

Essas reflexões não se restringem à estética de praias como Copacabana, Maresias, Jericoacoara, Porto de Galinhas, ou Joaquina. Passam também pelo aumento sucessivo dos impostos por conta de nossos hábitos: o custo de manter uma praia limpa utilizando um batalhão de pessoas, tratores, caminhões, troca de areia escura por areia clara, varrição, etc., diariamente - 365 dias por ano - em lugares como Recife, Rio de Janeiro, Salvador, dentre outras. A praia de Carneiros ainda não tem essa “sorte” de ter gente e recursos, mas tem o azar de já acumular lixo com frequencia.

Incluem também todo o aspecto de saúde pública e gravam na cabeça dos visitantes uma imagem de povo sujo. Podemos ser um povo festivo, criativo, bem humorado, sexy, bom de bola, praieiro, receptivo… a lista é bem extensa. Mas basta juntar alguns sinônimos - sujinho, descuidado, bagunceiro - que a balança deixa a gente como um povo feio.

Vamos cuidar mais de nossas praias. Vamos mantê-las mais limpas!

criado por citix    16:14 — Arquivado em: Sem categoria, diversão, saúde — Tags:, , ,

3/4/09

Está chegando o inverno…

… e com ele a gripe! Em São Paulo a vacinação contra a gripe será feita pela Secretaria de Estado da Saúde, que pretende alcançar mais de 3,6 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Mais informações veja reportagem do Terra.

É uma ação importante com vistas a proteger idosos de uma doença que provoca tamanha vulnerabilidade e desconforto num momento de vida tão valioso. Porém existem pontos a serem melhorados.

Um deles é que a ação deveria atingir pontos onde o risco de epidemia pode ser mais acelerado, montando-se, inclusive, barreiras de controle contra a gripe em locais onde a população se mostra mais suscetível – com imunidade mais baixa – e há concentrações naturais de pessoas. Como fazer isso? Fazendo-se registros dos casos e criando banco de dados dinâmicos. Com isso em mãos, criar um mapa também dinâmico para detectar futuras ocorrências. Nós do CitIX temos a expertise necessária para essa segunda parte.

Com essa informação, a inteligência da iniciativa pode ser ampliada e com isso há – consideravelmente – diminuição dos custos de se elencar 28 mil profissionais, 2,7 mil carros e 7 barcos em todo o Estado de São Paulo por 15 dias. Assim como a efetividade da ação pode ser maior. E mais: a população teria mais informações para se organizar e diminuir o impacto de uma recorrente epidemia de influenza. Até porque o inverno desse ano promete…

O outro deles é que com a diminuição de custos, através de uma ação massiva e mais inteligente, mais pessoas teriam acesso à vacinação: objetivo primário da iniciativa. E São Paulo manteria sua produtividade – afinal é um Estado de excelência produtiva – numa atual e instável situação financeira. Na Europa, onde a gripe é tratada de forma mais séria, pois afeta todo o ecossistema produtivo, existem modelos vigentes de combate ao vírus influenza.

Existem o Gripenet e o deGroteGriepMeting. Ambos usam os mesmos processos de registros dinâmicos e ferramentas de georreferenciamento e atuam em Portugal, Holanda, Bélgica e Itália. Lá eles estão conseguindo resultados positivos na prevenção e na diminuição dos casos de gripe.

criado por citix    12:07 — Arquivado em: cidades, saúde — Tags:, , ,
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://citix.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.